Sonhos com gosto de luz
O sol beijava seu sorriso, dançava frevo em seu tronco nu e aplaudia seu retorno. Estávamos na colônia de férias do clube e sua bermuda apontava seu peso justo, sem apertar nem cair, como acontecia em algumas épocas de deserto branco e sua cueca vinho saudava a todos. Grandes óculos escuros ocultavam seus olhos, mas podia vê-los apertados de felicidade e malandragem.
- Não acredito que você voltou! Sua mãe já está sabendo? – perguntei ao abraçá-lo com meu carinho e saudade, mas sem tocá-lo.
- Ainda não! Vou fazer uma surpresa! – confidenciou sem falar, movimentando o calor sem mexer seus braços, apenas gesticulando com seus dentes inertes, seu sorriso serelepe, tão típico de sua inocência e sua intensidade quase infantis.
“Ele voltou do coma!”, exclamei para mim.
Naquele momento, a torcida do Flamengo caberia na minha alma.
Acordei.
Sonho com gosto de luz.
outubro 6th, 2008 às 23:38
Acordar com gosto de luz no meio da noite, não há água incolor que apague. Beba a penumbra de saber que sonhos são apenas desejos revelados condensados. De repente não houve nem sequer o coma. Quanto menos a volta. E o sentido prazeroso da torcida em si? Gozo. Justifica-se.
abzzz
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outubro 8th, 2008 às 21:44
Nossa, eu bem queria ter um sonho desses. Mas não, porque aí eu teria que ter alguém próximo em coma, o que seria bastante desagradável.
Mas, poxa, essa sensação de que acordou com um gosto bom do sonho é sensacional. Faz tempo que isso não acontece por aqui.
Enfim, lindo *-*
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outubro 24th, 2008 às 10:41
Olha aqui a Tchuda! Não é que a Tchudinha (Jéssica) está em toda parte que vou? É isso que me faz não dar completa fé às palavras muito bem sentidas do de texto de Caíto. Ainda não sei o que é (que não bate), mas estou pesquisando o assunto. Tem a ver com a sobrevida da minha existência pesquisar.
http://sergiosonico.blogspot.com/2008/10/o-buraco-mais-em-baixo.html
Caito, visite, por favor, o endereço acima e troquemos impressões sobre o dito.
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