Gota no deserto
O carnaval não estava lá, conforme denunciavam varandas solitárias e praças domingueiras. Somente se ouviam palpites sussurrados e os passos palpitantes de um homem, seus sapatos de couro saudando fervorosamente os ladrilhos de uma nova canção. Dali, folhas de palmeiras untadas com mel cortaram a serenidade da atmosfera, com golpes quase sutis, de certo faceiros. Sopraram, afoitas, brisas úmidas que consumiram o silêncio com um blues de faróis vermelhos e pingos gordos e convexos. Douraram estrelas, rabiscaram cabides nus no céu, derramaram uma gota no deserto.
setembro 24th, 2008 às 20:01
Não sei se foi mescalina, LSD ou outro alucinógeno que te inspirou, mas isso não interessa. Interessa mesmo é que ficou lindo!
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setembro 30th, 2008 às 0:09
El éxtasis que produce leer tus palabras me hace sentir pequeño… y es así como gusto de sentir admiración.
Precioso.
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