O carnaval não estava lá, conforme denunciavam varandas solitárias e praças domingueiras. Somente se ouviam palpites sussurrados e os passos palpitantes de um homem, seus sapatos de couro saudando fervorosamente os ladrilhos de uma nova canção. Dali, folhas de palmeiras untadas com mel cortaram a serenidade da atmosfera, com golpes quase sutis, de certo faceiros. Sopraram, afoitas, brisas úmidas que consumiram o silêncio com um blues de faróis vermelhos e pingos gordos e convexos. Douraram estrelas, rabiscaram cabides nus no céu, derramaram uma gota no deserto.