Sindicato dos Escritores Baratos

Um blog sobre literatura embebido em muita poesia

Posts na categoria ‘Poesia’

toda vez que perco
a noção dos dias,
e o atraso da conta
deixa meu telefone mudo,
toda vez que o calendário
me faz de otário
eu me pergunto:
quando é que vou aprender a viver neste mundo?
 
toda vez que eu perco meu RG e me consulto com você,
- em cima da mesa, cabeção! como é que você não vê?
 
toda [...]

Comentário (1)

Pior que o pobre diabo
que toda semana faz uma fézinha
e nunca ganha um centavo
é o idiota que só joga um dia
e ganha! mas,  grande ironia:
 perde o bilhete premiado!

Comentário (1)

não importa quantos estão ao meu redor:
estou sempre sozinho.
 
estou sempre sozinho,
             porque                     separado
desde o principio
 
                      a beira do precipício
desde sempre.
 
só em minha cela de carne e ossos e músculos e fluidos e pensamentos e dores
 
só com minhas sinapses atrapalhadas. 
 
 
 
 
não importa quantas vozes estejam em minha cabeça:
estarei sempre sozinho.
 
  só com meus [...]

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sei que pequei
logo eu, tão ateu,
blasfemei
nosso amor,
a única coisa divina
 
sei que errei,
eu que fui tão teu
quase sempre
acertei,
mas bola na trave não ganha a partida
 
sei que sou chato e inconveniente, 
que falo demais e sou insistente,
que tenho a cabeça doente
e talvez realmente você não me queira,
que pra piorar eu só faço [...]

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Negra no ponto de ônibus

entre parênteses:
a pétala branca
a mão cor-de-rosa
a gota que anda
pela preta orgulhosa
e
tanta beleza,
neste seu gesto delicado e escondido,
                  …que quase vejo colorido.

Comentário (1)

Aos vapiros que, com tanto gosto,
sugaram e sugam meu sangue doce,
aí vai a má notícia:
Meu sangue é veneno brabo, é ruim, é podre,
é tóxico!
Impróprio para doação.
Carregado de vírus diversos
e substâncias  perigosas e imorais.
É vermelho-escuro de rancor e sujeira
e sempre causa grande indigestão.
= Das fortes!
 
É por isso que eu digo e [...]

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Colibri

Mesmo se os teus olhos
Não me pertencem mais
Não vejo por aí alguma outra que me faz
Sentir como eu sentia
Quando era calmaria
E enquanto estiver são
De não em não eu corro atrás
Sendo um reles colibri
Que paira sobre os galhos
E vê que está feliz, mas não suporta mais um talho
No peito dos desesperados
No fundo do peito dos desafinados
O [...]

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