Sindicato dos Escritores Baratos

Um blog sobre literatura embebido em muita poesia

Posts em abril, 2007

Trabalhar

Não há milagre capaz
de me tirar do vinagre.
Não há nada a fazer
a não ser
trabalhar,
trabalhar,
trabalhar.
Secar o suor que escorre da testa
e continuar:
trabalhar,
trabalhar,
trabalhar.
E quando chegar sexta-feira
é melhor que não queira
tentar descansar.
Não há tempo para isso!
é preciso
trabalhar,
trabalhar,
trabalhar.
- E no feriado? Estarei cansado!
- Seja ajuizado! Estás endividado!
Não há nada a fazer,
a não ser
trabalhar,
trabalhar,
trabalhar.
- E quando a fome bater,
o sono [...]

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musica + mexeção + pessoal no mesmo ritmo que o seu

Um show de rock, e um show de samba. Não importa o barulho, um show são músicas e pessoas na mesma frequência.
Gritando as mesmas palavras, entoando a mesma nota, pulando na mesma batida. Esse sincronismo é o ritmo de um show. O público é tão show quanto os apresentadores. Pensamentos em sintonia, sentir a batida [...]

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(In) utilidade

Eita, menino arredio
Olha o frio! Olha o frio!
Dá prá ver o arrepio
Olha pra elas
Pois nelas, canelas magrelas
Está o teu retrato
Sua pele infantil
Veste este olho senil
Sujeira na cara
Repara na craca
Que agora só dá pra tirar
Esfregando bombril
Pegue sua bola
Ganhe sua esmola
Põe na sacola
Pressa, que nessa remessa de carro
Cê pode, com sorte
Arrumar um cigarro
Cuide do seu troco
Sabes que [...]

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Sobre a boemia - Na mesa

Na mesa.Não que seja o melhor dos lugares, mas é onde a maiora concorda em se reunir, pra um papo, o espairar da semana, do dia, sem distinção de credo, gosto musical ou profissão.
Mesa cheia, cercada de amigos, conversas e histórias, e risadas. Lembranças e brindes a momentos mitológicos. Um abraço, um aperto de mão, [...]

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"Transcender" ou "Além da Catarse"

Que a velocidade seja tamanhaQue com um relance eu veja apenas a turva imagem da fronteiraQue me atava à silhueta de potênciaQue acreditava ser a capacidade máximaQue um ser poderia atingir no períodoQue considera vida,Que talvez seja única, masQue a liberdade alcançada seja tão dolorosaQue eu me derreta em lágrimasE a última coisa a esvair-se [...]

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Poeminha brega para uma mulher grávida

que saudade dever a barrigaum pouco crescidaos seios inchados,humor estragado,a pele tão lisa,meu Deus!(que Deus?)como é lindaessa minha mulhertão distanteeu trabalhoela em casacarrega oinfantetrabalhatambémé gestante!e o instantenão passajamais!
quero tocarnesse ventreque é quentee abrigauma genteque aindanão temnenhumdente!
quero vermeu parenteformando,senti-lochutando,virando evirandoe virandoaté se acomodar.
quero olhare chorare amare rimarrimas bobas,cantar cançõestolaspra prolenanar.

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Canção de despedida

Nem sei se chega a ser tristeFitar esses olhos, velhos conhecidosE ver que já não há mais nadaAlém desse vazio que ensurdece
Inimigos tão cúmplicesPassamos a vida nos procurandoPara nos perdermos em tantos outrosSem nem um aceno ou café da manhã
O vento desfez os castelos nunca habitadosQue teimoso construí para te coroarE agora sozinho nesse abraçoUm [...]

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rude - 09/set/2006

Numa tarde de sábado, estávamos atrasados e sem dinheiro, na Praça da República:- Vamos procurar um banco.- Blz. Vamos pergutnar onde tem um naquela banca.Chegando na banca…- Sabe onde tem um banco Dobrabil, aqui perto?- … - respondeu o jornaleiro.- Por favor, sabe ond…- Ah, agora sim: por favor, please, onegai shimassu!- … - reagimos.- [...]

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